Dá pra falar sobre igualdade de gênero ainda na infância?

Para você, brincadeira de menina ou de menino existe? E cores, você acha que existem tonalidades específicas para cada gênero? Profissões? Esportes? Livros? Já pensou como seria a sociedade se tudo, literalmente tudo, fosse catalogado e determinado pelo gênero?

É verdade que, infelizmente, em alguns ambientes essa ‘definição’ importa mais do que habilidade, vontade ou curiosidade por uma área específica. Então, como podemos trabalhar e construir uma infância mais igualitária e com equidade de gênero?

Não existe um manual de instruções para isso, mas conhecimento e diálogo são as principais ferramentas! Você já ouviu a frase “as palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”? 

Então, é basicamente isso: converse sobre as diferenças, mas deixe claro que elas não impedem ninguém de ser o que quiser ser. Fale sobre sentimentos e mostre como todo mundo pode sentí-los, crianças, adultos, independente do gênero, choram, sentem dor, ficam felizes ou frustradas. Brinque daquilo que sua criança quiser e incentive novas brincadeiras, se a boneca pode ensinar sobre cuidado para uma menina, também pode fazer o mesmo para um menino.

Além disso, abuse das pequenas atitudes! Apresente literatura, filmes e desenhos diversos, use o protagonismo feminino como exemplo de desconstrução de estereótipos. Divida as atividades de casa igualmente, crianças podem (e devem!) assumir responsabilidades de acordo com o nível de amadurecimento e idade.

Essas são algumas formas práticas de mostrar que o gênero não define e nem impede as pessoas de exercerem qualquer atividade.

Aqui no clube, já abordamos essa temática em diferentes histórias e para todas as faixas etárias. Por isso, trouxemos algumas sugestões de livros que vão ajudar na discussão, prática e teórica, sobre igualdade de gênero.

 

Para os pequenos e pequenas:

  1. Quem Disse? de Caroline Arcari

Idade Recomendada: De 0 a 5 anos

Quem disse, Andreza, que menina só se fantasia de princesa?

Quem disse, Lelê, que menino não brinca de ser pai de um bebê?

Este é um livro colorido e lindamente ilustrado que traz novas possibilidades de brincar, ser e sonhar, desconstruindo estereótipos e padrões de gênero. O livro fala sobre masculinidade alternativa, educação de meninos e empoderamento de meninas.

  1. Eu sou uma menina! de Yasmeen Ismail

Idade Recomendada: De 0 a 5 anos

O livro foi publicado pela Editora Brinque-Book, escrito e ilustrado por Yasmeen Ismail e traduzido por Gilda de Aquino. Determinada, esperta, cheia de atitude e energia, a menina desta história é, muitas vezes, confundida com um menino!  Dá pra acreditar?

Isso é porque ela faz muitas coisas que são tipicamente “de menino”. Mas, o que isso quer dizer? Essa personagem nunca se dá por vencida: ela é uma menina! Anda de patinete, lê muitos livros, é uma ótima nadadora, adora música, gosta de uma bagunça, brinca de faz de conta com os amigos. Ela não para.

  1. Malu brinca de quê? de Nanda Mateus e Raphaela Comisso

Idade Recomendada: De 0 a 5 anos

Malu está curiosa com uma coisa: há tanta variedade de brinquedos e possibilidades, mas ela sempre recebe bonecas de presente. Qual o motivo para isso? Por qual motivo acreditamos que existem brinquedos de menina e brinquedos de menino? Com uma imaginação fértil, ilustrações coloridas e divertidas e uma história envolvente, Malu nos convida a pensar sobre os estereótipos de gênero na educação infantil!

 

E para as crianças maiores?

  1. A menina que amava as plantas  escrito por Xu Lu

Idade Recomendada: De 6 a 12 anos

Publicado pela Editora Cai Cai, ilustrado por Alice Coppini e traduzido por Verena Veludo, o livro conta a história de Tu Youyou, uma grande mulher, farmacologista e educadora chinesa que salvou milhões de vidas.

Essa paixão infantil irá transformar nossa pequena protagonista na cientista mais importante de sua época: estudando em laboratório as plantinhas que tanto admira, ela descobrirá a cura da malária, uma doença mortal que apavorava diversos países da Ásia, da África e da América do Sul. Hoje com 90 anos, Tu Youyou salvou a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo com sua pesquisa científica e paixão pelas plantas.”

  1. As mulheres e os homens elaborado por Equipo Plantel

Idade Recomendada: De 10 a 13 anos

Meninas usam rosa e meninos usam azul? De forma divertida e inteligente, o livro procura abordar questões de gênero por um viés de igualdade e em respeito à pluralidade. As conquistas no campo político e social levaram as mulheres a ganhar espaço em várias esferas da vida pública, mas ainda falta muito para alcançarmos a igualdade de gênero. As mulheres continuam sofrendo muita discriminação no mundo todo e ainda são poucas ocupando cargos de grande responsabilidade e liderança, mesmo estando tão preparadas quanto os homens.

Nesse contexto, como as crianças estão sendo educadas e o que significa, para elas, ser homem ou mulher? As mulheres e os homens é um livro instigante e de fácil compreensão, com uma paleta de cores que foge do já consagrado azul-para-meninos e rosa-para-meninas.

  1. A liga das Super Feministas escrito por Mirion Malle

Idade Recomendada: A partir de 10 anos

A Liga das Super Feministas é uma HQ divertida, ideal para pré-adolescentes e adolescentes mais jovens, que orienta leitoras através de alguns dos princípios centrais do feminismo como consentimento, interseccionalidade, privilégio, imagem corporal, inclusão e muito mais.

Toda a obra propõe diálogos e quebras de tabus muito ricas em novas propostas para uma vida mais diversa. Por isso, acreditamos que nós, como educadoras, podemos trabalhar cada capítulo do livro com as crianças, entender como podemos trazê-los à prática, durante o dia-a-dia delas, estimulando, dialogando e, principalmente, mais do que tudo, aprendendo junto também, quebrando nossos próprios tabus!

O clube Minha Pequena Feminista é um clube de assinatura de livros infantis focado na escolha de títulos com protagonistas meninas e mulheres! O objetivo da curadoria é trazer histórias que promovam a igualdade de gênero e o empoderamento feminino, demonstrando a importância de falarmos e termos referências femininas, bem-sucedidas, inovadoras e independentes desde muito cedo.

Acesse aqui nossos planos e saiba como você pode fazer parte do clube!

 

 

 

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Um pensamento sobre "$ s"

  1. Myrtis Schmeler

    Your writing has a way of resonating with me on a deep level. It’s clear that you put a lot of thought and effort into each piece, and it certainly doesn’t go unnoticed.

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